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Pesadelo dos produtores: praga do milho provoca prejuízo de R$ 33,6 bilhões por ano 

Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e um dos principais exportadores do grão

Por: Redação PatosJá

Fonte: Agência Brasil - Lorena Teixeira

Publicado em: 18:31 07-04-2026

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Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e um dos principais exportadores do grão

Uma praga chamada cigarrinha-do-milho é o maior pesadelo sanitário dos produtores de milho do país. O prejuízo estimado por ano é equivalente a R$ 33,6 bilhões. Nas quatro safras de 2020 a 2024, as perdas nas lavouras alcançaram mais de R$ 134,16 bilhões.

Em relação à produção, a perda média girou em torno de 22,7% entre os anos de 2020 e 2024, ou seja, cerca de dois bilhões de sacas de 60 kg deixaram de ser produzidas. Além disso, os custos de aplicação de inseticidas para controle aumentaram 19% no período. 

As estimativas foram divulgadas nesta terça-feira (7) pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Os pesquisadores  calcularam os danos dos enfezamentos do milho, causados pela bactéria. 

Ameaça 

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e um dos principais exportadores do grão. A estimativa para a safra 2025/2026 é de uma produção de aproximadamente 138,4 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

No cenário em que a cigarrinha-do-milho tem alta capacidade de reprodução e dispersão e sem tratamento preventivo, a Embrapa listou recomendações que podem minimizar o alcance da praga. Há também uma cartilha online para orientar os próprios agricultores.

Cuidados sugeridos 

- Eliminação do milho tiguera (plantas voluntárias que surgem na entressafra pela perda de grãos na colheita e no transporte): quebra o ciclo de vida do vetor e do patógeno;
- Sincronização do plantio: evita janelas de semeadura longas que favorecem a dispersão da cigarrinha entre as lavouras;
- Uso de cultivares resistentes ou tolerantes mantém níveis elevados de produtividade mesmo sob pressão das doenças;
- Manejo inicial com aplicação de controle químico e biológico nos estádios iniciais da planta: previne que a infecção cause danos mais severos;
- Monitoramento: implica vigilância constante e coordenada entre produtores vizinhos.
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